Espírito Santo

Uma riqueza merecedora de conhecimento, a história do Espírito Santo é valiosa e registra boas surpresas. Um passado glorioso, cheio de conquistas, personagens interessantes e curiosas construções, fez com que a configuração do Estado valorizasse seu antigo e conservado patrimônio. Nos 468 anos de história, as diversas fases marcadas por erros, acertos, derrotas e conquistas fizeram com que o Estado avançasse e chegasse a um novo século cheio de esperança.

A partir de 1535 a exploração foi iniciada por Vila Velha. Logo foram descobertos os encantos da baía. O grupo comandado por Vasco Fernades Coutinho visitou as inexploradas ilhas na época, atravessou o Canal da Passagem e chegou ao maior pedaço de terra, atual Vitória, que logo foi escolhida a principal ilha do arquipélago. Para a ocupação foi apenas uma questão de tempo, muito trabalho, coragem, persistência e amor à nova terra descoberta.

Um Estado que faz a alegria de seus moradores, também tem boas condições de agradar aos visitantes. Em busca por oferecer qualidade de vida para os seus habitantes, o Espírito Santo convida ao conhecimento de seu passado, sem desprezar as vitórias de seus governantes. Desvendar às obras de um tempo marcado por conquistas, numa época cheia de dificuldades, consiste em entender melhor o presente para planejar melhor o futuro.

Num momento em que o Turismo ganha força como atividade econômica, valorizar os turistas, que estão em busca de conhecimento e prazer e novos interesses, consiste em investir em desenvolvimento e na concretização da imagem junto ao país e ao mundo.

Os referenciais históricos estão por todo lado na Capital. Batizada de Vitória, a cidade evoluiu sem descuidar de sua memória. O interessante roteiro admirado pelo morador, certamente também será aprovado pelo turista mais atento. Em busca do novo, em tempos modernos, os visitantes se surpreenderão com a beleza do antigo e conservado patrimônio de todos.

Em Vitória, o primeiro desembarque dos portugueses se deu no atual Porto de Caieiras, na época Santo Antônio. Em Lisboa, o santo dos milagres. Em 1551 Vitória foi fundada, no dia 08 de setembro, data em que ocorreram grandes combates pela posse da ilha, entre portugueses e os índios.

Não há como ficar alheio ao imponente e majestoso Palácio Anchieta. O início de sua construção, em 1551, coincide com o início da vila, atual Vitória. O nome da construção, São Tiago, é o mesmo do santo padroeiro do dia da inauguração, 27 de julho de 1551. Junto com a igreja, foi construído o Colégio dos Jesuítas, e as primeiras casas e engenhos da vila. Em 1573, foi construída a nova igreja de São Tiago. Serviu em muitas épocas como residência dos presidentes do Espírito Santo. Na fachada lateral da esquerda, por muito tempo, ficou sepultado o padre José de Anchieta, local conhecido como Túmulo de Anchieta. Fica localizado na Cidade Alta e seu principal acesso é pela Escadaria Bárbara Lindenberg. Desde o século 18, o prédio é a sede do Governo do Estado do Espírito Santo. Recentemente reformado, é um belo atrativo turístico da Capital.

Belos prédios e igrejas antigas são comuns nas vias principais. Na Jerônimo Monteiro - ex-rua da Alfândega - chama a atenção o casario de contornos neoclássicos, art noveau e colonial. As igrejas e os conventos fascinam não apenas os mais religiosos, mas também aqueles turistas atentos aos detalhes.

O Teatro Carlos Gomes fica a poucos passos da velha Faculdade de Filosofia - a fonte: Governo do Espirito Santorestaurada Fafi - e do Museu de Arte do Espírito Santo (MAES), imóveis edificados na mesma época e influência neoclássica. O teatro foi inaugurado em 1927, tendo sido concebido pelo arquiteto André Carloni, então contratado pela Prefeitura de Vitória para tocar a obra.

O Largo da Costa Pereira, arborizado e ajardinado em 1922, virou a Praça da Independência. A Costa Pereira era o coração da Ilha. Local dos encontros sociais, enquanto aguardavam as matinês, os homens rodavam de um lado e as mulheres de outro. Os olhares insinuantes não escondiam as intenções, num lugar que marcou várias gerações, e apresentou mudanças inevitáveis em função do crescimento da cidade.

Guardião
Mais à frente, o Penedo, guardião da baía de Vitória toma conta da ilha. O nome original da pedra era Pão de Açúcar, pois os portugueses a achavam parecida como um famoso pão de sua terra natal. Ele é que dá as boas-vindas, solene e majestoso, aos comandantes de navios e passageiros de diversas embarcações que se encantam com a entrada da cidade. A comparação entre Vitória e outras partes do mundo feita pelos responsáveis em levar as embarcações de país a país, cidade em cidade e continente a continente é inevitável. Os comandantes são unânimes ao destacar a beleza da baía de Vitória e sua incrível proximidade com as construções do Centro, beleza e harmonia.

Cais
A edificação dispunha de instalações para embarque e desembarque de passageiros, carga e descarga de hidroaviões (aeroplanos providos de flutuadores próprios para pousar na água). Santo Antônio foi escolhido para abrigar o Cais em função da calmaria de suas águas, a topografia do bairro contra o vento nordeste e a localização próxima ao Centro da Cidade.

Fonte: Governo do Espírito Santo
Foto: Carlos Antolini

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